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sábado, 16 de abril de 2011

DFB 4° dia - Ronaldo Silvestre.

A marca de Ronaldo Silvestre, que leva seu próprio nome e DNA em suas coleções, trouxe ao Dragão fashion Brasil, a marcha de bravos guerreiros. A coleção tem como título ‘Guerreiros a flor da pele’.



A flor da pele traz a sensação do imediatismo de coisas que estão por vir, e ao mesmo tempo fala de sensações e de marcas de histórias pessoais.

A pele se mostra como um gigantesco painel de informações. Tenho marcas, impressões, emoções estampadas na pele, ela diz quem eu sou, quem fui e provavelmente o que serei. A pele não mente, a pele denuncia.

Tenho uma marca estampada “a flor da pele”. Esta marca me transformou em um guerreiro.

Evoquei em um grito a força para a sobrevivência. Um grito de esperança e vida.

Vivo em um mundo onde achei que era liberto. Mas calei a voz, pois não se ouviu meu grito. Em mim vive um guerreiro inquieto que trava uma luta constante de sobrevivência e de superação.
Luto pela verdade e por justiça. Na pele trago as marcas dessa luta, e a flor da pele estão à tradução do sonho, dos desejos e das vontades.






Fotos: DFhouse

sexta-feira, 15 de abril de 2011

DFB 3° dia - Francisco Matias.

O terceiro dia de desfiles dessa 13° edição do Dragão Fashion Brasil, foi marcado por um único desfile que teve a ousadia, entre tantos bons nomes que desfilaram suas coleções nessa quinta-feira, de mostrar look masculinos em meio ao seu ponto forte, peças feminas.



Fotos: DFhouse

Camuflagem de sentimentos, pensamentos e emoções...O que realmente te aquece? O calor ou o frio?

Vivenciando os enredos eróticos-amorosos, se conjuga com extrema felicidade à descrição de um tempo, e, isso, independe da reflexão sobre a existência humana; os enigmas, se colocados à margem, sugerem clareza e paz.

Francisco Matias permeia os pensamentos filosóficos pré-sócráticos de Parmênides e do livro A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera. Ambos dissertam sobre a relação peso/leveza. A dualidade do ser único, que significa a ausência do outro; a morte é simplesmente a ausência da vida.

O eterno retorno, segundo Nietzsche, prevê o angustiante vazio para quem assume levar uma vida linear, longe de buscas e aventuras.Constantemente, a nudez/desnudez diante de um espelho imaginário agrega o conhecimento interior. Porém, o insustentável que baliza a vida, esse permanece; pode amenizar esse drama opressivo do mundo real; pode, ou não, seraplicado pelo método do pesado e leve in-sustentável.